Profilaxia das dores
Não lhe serão administrados medicamentos sem o seu consentimento. Caso deseje que lhe administrem substâncias analgésicas, existem várias possibilidades de reduzir a dor durante o parto.
O tipo de medicamentos empregues baseia-se em diversos fatores, sendo os mais importantes o seu bem-estar e o do seu bebé.
Analgesia epidural
Sempre que a mulher o deseje e estejam reunidas as condições indispensáveis poderá ser submetida a analgesia epidural. Este tipo de analgesia permite à parturiente participar no parto, sem dor ou sofrimento, tornando o nascimento do seu filho uma experiência mais gratificante.
A analgesia epidural é uma técnica efetuada por um anestesista em que é colocado um cateter no espaço epidural, através do qual é administrado analgésicos.
No caso de haver necessidade de se realizar uma cesariana os medicamentos administrados por esse mesmo cateter passam a ser anestésicos. Estes procedimentos são feitos na fase ativa do trabalho de parto.
Métodos alternativos
A tendência para se procurarem meios alternativos de profilaxia das dores durante o parto é cada vez maior. Entre elas contam-se a acupunctura, a acupressão ou a hipnose.
Pergunte no seu hospital se dispõem destas alternativas.

As fases do parto
Para o primeiro filho, o trabalho de parto dura, em média, entre 10 a 14 horas e divide-se em três partes.
Fase de dilatação
Esta é a fase mais longa, a qual dura em regra seis a oito horas. Inicia-se quando o colo do útero, habitualmente fechado durante o período de gravidez, começa a abrir-se.
No início, as contrações surgem em intervalos de 15 a 20 minutos e são ainda muito curtas. O colo do útero adelgaça-se e dilata até atingir uma abertura de 10 centímetros.
No decorrer desta fase, as contrações vão-se tornando mais fortes e com intervalos mais curtos.
Fase de transição
Esta fase faz a ligação entre a fase de dilatação e a fase de expulsão. Para a maioria das parturientes, os últimos centímetros de dilatação do colo do útero requerem bastante esforço.
Quanto mais se aproxima o final do parto, mais intensiva será a vigilância sobre si e a sua criança. Poderá sentir-se mal, transpirar ou ter tremuras. Sentirá uma vontade enorme de fazer força, ou poderá ter vontade de defecar, visto que a cabeça do bebé se encontra a pressionar o seu intestino.
Contudo, só poderá fazer pressão quando a enfermeira de obstetrícia ou o médico tiverem verificado que o colo do útero se encontra completamente dilatado. Siga as instruções do técnico que lhe está a fazer o parto.